sábado, 16 de dezembro de 2017

Adaptar!

Desde que eu sai de Bh para morar em Buenos Aires tenho a sensação de ter o meu coração dividido. 


Dividido entre o desejo de aproveitar essa experiência ao máximo, e tudo aquilo que sinto falta no meu dia-a-dia. 

 

Eu sempre soube que o mais fácil seria voltar para minha zona de conforto, mas o desejo por desafio era maior que isso. E assim vivi quase 6 anos fora do Brasil.

 

E para quem me conhece desde sempre sabe que essa oportunidade/experiência era algo extraordinário, e para que não me conhece explico. Cresci em uma família que saiu do interior de Minas para viver na Capital, meus pais são super simples, cresci em uma ambiente interiorano , colégio público, sem viagem de férias incríveis. Conheci o mar aos 18 anos por ser teimosa, e por ter vergonha de contar que não conhecia praia. Minha primeira viagem de avião foi para Buenos Aires aos 21 anos (sem saber que 1 ano e meio depois viria de mudança).

 

Hoje, 28 anos, quase 6 morando fora. Conheci mais de 13 países e espero que esse número aumente. Realizei o meu sonho que era fazer intercâmbio e dar um upgrade no meu inglês. De toda essa experiência acho que o mais importante foi que perceber que somos uma “particulasinha” nesse mundão. Tive a oportunidade de conhecer tanta gente de diversos países, culturas e religiões, e cada vez que penso que conheço muito percebo que mais coisas tenho para ver e aprender. Além disso, não vejo mais sinto que já não existem barreiras com o mundo. 

 

Como contava no início , nesse tempo senti a falta de muitas coisas de casa. Tinha a sensação de estar perdendo muitas coisas, mas principalmente doía ver como meus pais iam envelhecendo sem eu estar por perto. Sempre soube que em algum momento tinha que tomar a decisão de voltar, mas sabia que não seria fácil. 

 

Bem, chegou esse dia. Semana que vem embarco pra BH de vez. Para me consolar de certa forma penso que esse “de vez” não é para sempre, e que quando bater aquela vontade de experimentar algo novo, vou estar preparada também. 

 

Além da oportunidade profissional, vejo que preciso recarregar as baterias de alguma forma. 

 

O meu maior medo em todo esse tempo, era relacionado as coisas que eu iria “perder” ou deixar pra trás, mas principalmente era o medo de voltar e deixar de lados as mudanças que tinha acontecido internamente, e os meus novos valores. 

 

Finalmente, percebi que isso está incorporado e que não é simplesmente algo que posso deixar de lado por mudar de cidade. Eu espero voltar uma pessoa diferente, e com a consciência que vou ter que a “re -adaptar” ao meu país ( e que isso pode ser mais difícil que “adaptar” a outro).


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Buenos Aires para iniciantes, não boludos


Constantemente meus amigos e conhecidos me pedem dicas de Buenos Aires e fiz um roteiro básico com os mais gosto na cidade. Acho que depois de 4 aqui posso facilmente indicar vários “programinhas” que não sejam "pega turistas". Resolvi deixar esse roteiro básico aqui no meu blog, porque é uma forma mais simples de compartilhar com meus amigos. 


Primeiramente, antes de definir o que fazer em Buenos Aires é importante saber a disponibilidade de cada um para aproveitar melhor a viagem. Eu particularmente recomendo uns 5 dias para conhecer Buenos Aires. Acredito que é tempo suficiente para conhecer capital sem correria e também para não ficar entediado.   A cidade conta com ônibus turísticos (estivo City Sightseeing - parecido aos vermelhinhos em Londres), e é uma boa opção para ter uma visão geral da cidade é também à oportunidade de conhecer os principais pontos turísticos. Com essa opção você econômica com taxi, e apesar do transporte público aqui ser excelente e barato é mais difícil se você não conhece bem a cidade, ou se não é uma pessoa que gosta de arriscar.


Como funciona o ônibus turístico: 


Ele tem um roteiro fixo e em cada parada você pode descer para conhecer, e depois voltar e esperar o próximo ônibus (Frequência: a cada 20 minutos). Existem duas opções de compra: para um ou dois dias e acho que a escolha depende do que você quer conhecer. Só é vantagem se você tem o dia inteiro para fazer o passeio. 


Atenção para os horários que podem variar no Verão e Inverno. 


Para quem prefere viajar de uma forma mais independente, e optar pelos ônibus comuns pode usar como guia o aplicativo da cidade. Basta colocar os endereços que ele indica a melhor opção (ônibus, metrô ou trem). Eu recomendo o Como Llego Ba ou o Mapa Interactivo de Buenos Aires. O Google Maps também funciona, mas não mostra todas as linhas.

Lembre-se que só é possível pagar a passagem o cartão SUBE que pode ser comprado nos kioskos ou no metro.

Outra forma de conhecer BsAs é caminhando. Com um mapa em mãos é fácil recorrer uma boa parte da cidade (Centro, Puerto Madero, Recoleta e San Telmo), mas não se esqueça de levar sapatos confortáveis.  

Translado Aeroporto:

Existem dois aeroportos em Buenos Aires, Ezeiza e Aeroparque. O primeiro é o mais distante, cerca de 1 hora do centro e o Aeroparque fica dentro da cidade, no bairro de Palermo. Abaixo algumas opções para quem chega e sai de cada um deles:

Ezeiza: Taxi, remis, ônibus ou Uber. Os taxis negociados no momento são os que eu menos indico, porque costumam ser a opção mais cara e não sempre a mais confiável. Os remis são os taxis previamente combinados. Eu conheço um, chamado Pablo, que aceita cartão (débito e crédito), cobra um preço justo e é de extrema confiança. O ônibus recomendado é o Tienda León, mas que deixa de valer a pena se a viagem for feita por mais de uma pessoa, neste caso, opte pelo taxi, remis ou Uber, que sairá mais em conta. O uber não funciona sempre já que não há muitos motoristas cadastrados, por isto, é sempre incerto contar com esta opção.

Se deve calcular algo entre 250 pesos para uma passagem de ônibus (que te deixará dentro da empresa, que fica em Retiro, em um local seguro e confortável, ao lado da estação de trem e metrô); 800 pesos para taxi e 450 pesos para um remis.

Aeroparque: Aqui a tarefa é mais fácil. Você também poderá optar por taxi, remis, uber, ônibus do Tienda León e também os ônibus comuns (para isso terá que ter a SUBE, que falarei mais adiante). Um taxi ou remis do Aeroparque até um hotel na Recoleta, Palermo ou Belgrano, por exemplo, deverá sair em torno de 200 ou 250 pesos, no máximo.


Passeios:

1° dia: 

Ir a “Plaza de Mayo” para comprar o bilhete do ônibus turístico e aproveita para antes conhecer e tirar fotos na Plaza, Casa Rosada e Catedral, a igreja onde o Papa Francisco celebrava missa quando ele era Cardeal. Lá você pode comprar uma medalhinha dele para abençoar o restante da viagem. O tour passa pelas principais atrações, mas você pode curtir cada parada no seu tempo. Para o primeiro dia selecionei metade das atrações do circuito turístico. Apesar de estar seguindo o circuito do ônibus, aqueles que preferem visitar de forma independente podem seguir a mesma ordem porque os pontos turísticos estão organizados por cercania.


  • Congresso Nacional: o prédio é bem bonito vale a parar para tirar fotos;
  • Teatro Colón: O teatro é lindo e você tem a opção de fazer a visita guiada. Ele está localizado na Avenida 9 de Julio (considerada a mais larga do mundo);
  • San Telmo: Bairro Antigo e nele está o Passeio da Historieta e a famosa esquina da Mafalda;
  • Estádio Boca Jrs: Para quem curte futebol é uma parada clássica. Para entrar no estádio e no museu é preciso pagar. Quem não curte tanto assim poder tirar fotos na rua colorida pelas cores do clube e na portaria; 
  • Caminito: Do estádio é possível seguir caminhando até o Caminito. Esse é um dos lugares mais turísticos e “pega turista” também. Acho que como primeira vez vale o passeio, mas cuidado com as fotos com bailarinos de tango, e com o sósia do Maradona porque sempre cobram por tudo. As lembrancinhas são caras e a comida não é a melhor; 
  • Puerto Madero: Um dos bairros mais modernos da cidade. É interessante passar por ele com o ônibus porque ele entra nas ruas do bairro, mas deixe para fazer a parada no fim de tarde ou durante a noite;
  • Retiro/Plaza San Martin: A praça tem seu charme e vale uma parada rápida para tirar fotos. Fique atento as bolsas e câmeras porque na região é comum encontrar pivetes, mas nada que impeça a parada; 
  • Noite: Sugestões no final.

2° dia: 
 
Para o segundo dia também sigo o circuito turismo, mas também podem ser seguidos por que aqueles que não optarem pelo ônibus. Essa é a parte da cidade altamente recomendada.

  • Recoleta / Flor: O Recoleta é, na minha opinião, o bairro mais charmoso da cidade e para quem tem mais tempo vale a pena andar pelas ruas e aproveitar do clima e arquitetura "Parisiense". O básico para fazer no bairro é conhecer a flor de metal, Faculdade de Direito, cemitério (é bem turístico, mas acho que vale uma visita) e o Museu de Belas Artes (para quem curte visitar obras de arte, lembrando que é gratuito) e Museu de Arte Decorativa (que é pago e na minha opinião o mais interessante da cidade). Se tiver pela área da Recoleta, vale a pena ir ao Recoleta Design, um shopping que possui uma parte aberta super alto astral, e comer algo no Camping, que simula as comidas e o clima de acampamento. Comida e música boa, internet liberada. No inverno eles emprestam mantas aos clientes que pedirem. O preço é justo e aceitam cartão.
  • Museu Malba: Para quem curte é possível ir caminhando desde o Recoleta. Procure informações no site porque sempre aparece exposições novas; 
  • Bosques de Palermo: E possível ir caminhando do Malba até os Bosques. Nos fins de semana as pessoas aproveitam para "Matear", tomar sol e praticar vários tipos de esporte. Lá está o Planetário e o Rosendal (um grande jardim com vários tipos de rosas que na primavera e verão ficam repletos de flores). Recentemente eles comecaram a revitalizar essa regiao é agora os "Arcos de Palermo" é o "último grito da moda". Nele voce pode encontrar diversos restaurantes, cafés e bares.  
  • Jardim Japonês: Fica próximo ao Bosque, e também merece uma visita;
  • Noite: Sugestões no final.

No primeiro e segundo dia você já conheceu o roteiro "basicão" da cidade. Agora deixo algumas opções que são bem procuradas por quem visita Buenos Aires.

Zoológico:  

A maioria das pessoas que visitam a cidade vão com a ideia de visitar o zoológico de Lujan (que é bem polêmico e divide opiniões) e para esse passeio é importante reservar 1 dia porque além do tempo de passeio é preciso ter em conta o translado. Eu prefiro comprar um pacote em alguma agência de turismo (seguramente serão oferecidos pacote na rua Florida) porque a viagem é desgastante no ônibus comum, apesar de sair mais em conta.

Para quem quer fazer o passeio sem pacote e possível pegar o onibus na Plaza Itália (57 Lujan e 60 Temaiken), e o tempo para chegar é de 01h30min. Lembre-se de levar a SUBE carregada se optar por transporte público. É preciso ficar atento e pedir para o motorista avisar no momento de descer pois não há sinalização já que o zoológico fica no meio da estrada. No site do zoológico é possível ver preços e todas as informações para chegar até lá. Recomendo levar lanche pois ha poucas opções lá dentro, não são boas e são caras.

Outra sugestão que deixo para quem quer fazer um passeio pelos Zoológicos é conhecer o Temaiken. Eu particularmente prefiro esse pela estrutura do lugar, e se a visita é com criança opte por ele. Tem melhores opções para comer, mais infraestrutura, além de ser mais barato e mais perto. Não há interação com animais. Também há o zoológico principal, no bairro Palermo, que para mim ficaria como terceira opção, apesar de ser o de mais fácil acesso.

Outras atrativos:


  • Mercado de las Pulgas: E um mercado de Antiguidades que não está no circuito turístico, mas para quem curte antiguidades e um bom lugar para conhecer. 
  • Calle Lanin: uma rua que fica no Bairro Barrancas. O artista Mariano Santa Maria restaurou várias fachadas das casas e a transformou as paredes em quadros em um museu a céu aberto.
  • Cidade de Tigre: a cidade fica a 30 km de Buenos Aires. O principal atrativo e o Puerto de Frutos que funciona nos fins de semana (estilo mercado central), Parque de La Costa e passeios pelo Rio Delta. Na florida são oferecidos muitos pacotes, mas é muito fácil ir de trem. Na estação de Retiro pegar o trem para Tigre e descer na última (Tigre). 
  • Acassusso: (Primavera ou Verão) Eu particularmente sou encantada por pelo bairro e a principal atração é o complexo esportivo Peru Beach, onde as pessoas vão nos dias de calor para tomar sol e praticar esportes. La tem um restaurante legal e ficar nas margens do Rio de la Plata. Na Avenida Libertador também tem varias opções  de restaurantes.
  • Parque de la Memória: o parque fica próximo ao Aeroparque é foi construído em homenagem as vítimas da Ditadura. Não é um lugar muito visitado pelos turistas, mas é um lindo lugar para conhecer e ainda ver o Rio de La Plata. 
  • Feira de San Telmo (Domingo): A feira de antiguidades, artesanato e também de lembrancinhas esta montada todos os domingos. 
  • Bairro Chino: Tem lojinhas com produtos de diversos lugares e um portal chinês.
    Fuerza Bruta: É um espetáculo interativo que mistura música, dança e acrobacias. Recentemente estava apresentando em São Paulo. Eu amei a apresentação e acho “super-recomendo”. Se você esta com viagem marcada procure saber se eles estão com temporada aberta. Geralmente são duas ou três apresentações por dia.  
  • Hipódromo de Palermo: Se durante a visita houver corridas de cavalo, pode ser uma opção de passeio, ou mesmo para conhecer o lugar e visitar o cassino. 
  • Livraria Ateneu.
  • Buenos Aires Market: em alguns domingos realizam feiras de comidas em alguma praça da cidade. O movimento é bem legal e ainda encontramos vários cafés e sobremesas famosos em um mesmo lugar (Cia do Chocolate, Moon).
 Restaurantes:  
 
  •  Pizza: Na calle Corrientes estão as melhores Guerrin e Los Imortales são as minhas preferidas. La continental e outra opção que esta por toda a cidade.
  •  Empanas: San Juanino (Recoleta), Panini (Recoleta) - pedir a de Lomo cortada com cutillo na Panini.
  •  Carne: Don Julio (Palermo), Kansas (Palermo), La Brigada (San Telmo) e Pobre Luis (Belgrano).
  • Massas: La Parollaccia a dica é almoçar de segunda a sábado (exceto feriado) e pedir o menu executivo. Porque o preço é acessível e tem entrada, prato principal e sobremesa. 
  • Hambúrguer: Burger Joint (Palermo) ou Carne.
  • Mexicano: Lupita em Las Canitas ou Puerto Madero.
 
Bares: Existem opções para todos os gostos e bolsos. Sempre tem algum bar mais de moda, porque isso sugiro blogs e perfis no Instagram de outras pessoas que moram aqui e compartilham dicas da cidade.
 
  •  Plaza Armenia ou Serrano e calle Baez no Bairro Las Canitas;
  •  Cervejaria Antares ou Cervelar;
  •  UpTown, Frank, Puerta Uno. 
Tango: Esse assunto é polêmico. Quando eu fui em 2010 na Argentina para passar 4 dias eu paguei para ir no Show de Tango, e lá e conhecer um pouco mais do pais eu não iria novamente. Acho que pode ser valido ir uma vez, mas é algo que não faz parte do nosso dia a dia dos Argentinos. Existem passeios muito mais interessantes para serem feitos, mas claro que tudo depende do seu estilo de viagem.

Uma amiga me sugeriu uma vez um lugar mais "local" para quem faz questão de conhecer um pouco mais sem gastar uma fortuna. O lugar se chama "La Catedral" http://www.lacatedralclub.com/. 

Compras: Rua Santa Fé, Florida, Galerias Pacifico e Shopping Alto Palermo. O meu preferido se chama Distrito Arcos que é aberto e tem alguns outlets. Não espere bons preços. Caso goste de coisas para casa e decoração, recomendo ir a Palermo Soho. Algumas das minhas lojas preferidas lá são: Monobloc, Tintha e Las Papeleras de Palermo. 

Cambio: Como a economia na Argentina é instável é importante dar uma pesquisada na cotação antes de ir. Atenção ao lugar porque existem muitos casos de nota falsa. O cartão de credito deve ser usado somente em casos de emergência porque além da cotação ser sempre mais cara é adicionado o IOF. No aeroporto é possível trocar dinheiro para pagar o taxi ou mesmo pagar com reais. 
 
Dicas de Blogs/Instragram

  • Aires Buenos
  • Buenos Aires para Chicas
  • Mylittlebuenosaires
  • Pickupthefork




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Colecionadora de memórias! ❤

No dia que ela veio trouxe todos os questionamentos sobre o que tinha sido feito daqueles anos.... 

Ainda não se sabe se o vazio era real ou se porque a única certeza era que em algum momento seria necessário justificar para o público o fato do script não ter sido seguido.

Para surpresa o lugar onde estava todos os registros desapareceu e veio toda a tensão para recuperar-lo.

Felizmente ele apareceu e junto com ele varias memórias. Naquele momento em que cumpria a promessa de ter-las a salvo veio a confirmação que aqueles anos haviam sido um puto investimento, daqueles que ninguém pode roubar.  

Ver o por-do-sol em Montevidéu depois de comer o melhor assado do mundo, os carnavais em Diamantina, as viagens de Capitólio, as noites de sextas e sábados com as meninas, os passeios com Betinho pela Patagônia, a oportunidade de conhecer o mar, a mamãe viajando, poder mostra-la tudo que sabia que ela amaria, momentos com a família, a formatura dos sonhos, flanar em Buenos Aires, estudar inglês na Irlanda, passear por Paris... 

Milhares de momentos que preencheram o vazio e que não poderiam ser substituidos por nada.

Quanto a discurso, esse não está pronto, mas a vontade de continuar colecionando memorias... essa permanece.

domingo, 21 de agosto de 2016

2016

Ando perdida entre tantos livros, filmes, musicas que decidi criar essa lista e ir acrescentando o que mais gostar... 


  • Books:
- Pergunte ao Po - John Fante
- O amor segundo Buenos Aires (Fernando Scheller)
- Watermelon (Marian Keyes)
- Ferias (Marian Keyes)
- Ser feliz era esto (Eduardo Sacheri)
- Angels - Marian Keyes



  • Movies/TV Series

- Brooklyn
- Me before you
- Downtown Abbey
- All Good Things
- Un cuento chino
- Julieta


  • Songs

- Dani Martin - o tema das minhas férias em Malaga
- I will wait (Mumford and Sons) - Ireland
- Galway Girl - A canção de todos os Pubs

terça-feira, 7 de junho de 2016

Originalidade

Não que eu tenha viajando o mundo, não que me falte vontade, mas ainda preciso de mais tempo e dinheiro. Só que nos ultimos meses  aumentei o número de carimbos no passaporte (viva as empresas Low Cost) e com essas experiências eu percebi que muitas vezes é difícil fugir do óbvio e fazer de cada viagem algo original.

O que isso significa??? Acredito que muitas vezes o que realmente muda são os pontos turísticos, seja na  Torre Eiffel ou naquela cidadezinha medieval o que mais encontramos são vários turistas lutando por uma foto clichê, quase ninguém se dando ao trabalho de observar sem o auxílio das lentes das câmeras ou celular.

Depois de lutar para tirar aquela foto sem dezenas de turistas estranhos você decide fazer dar uma volta nos arredores e talzes sentar para observar os locais, mas fazer isso em algum café que não seja em Starbucks, Insônia ou Costa virou quase missão impossível. Não que eles não tenham seu valor, ainda mais quando eu preciso de Internet ou uma ida ao banheiro, e para quem é de Minas como eu sabe que esses cafés são quase uma atração a parte (que sorte temos que nos padarias com pão na chapa e pingado ainda resistem), mas encontrar qualquer lanchonete que mostre um pouquinho das tradições é uma tarefa cada dias mais complicada.

E a história não termina por ai por não posso esquecer dos restaurantes pega-turistas que com seus pratos típicos, que muitas vezes nem tão típicos assim, e além de tentar nos capturar na rua eles cobram preço de ouro, e quem me conhece sabe que nada me irrita mais do que pagar para comer e a ser comida ruim.

Esses pequenos detalhes que perseguem a vida qualquer um que decide fazer uma viagem me faz perceber que muitas vezes vemos "mais do mesmo", e consequentemente o interesse vai diminuindo e me pergunto o que vai chamar a minha atenção em um futuro muito próximo? Talvez a solução seja rever os tipos de viagens que devo encarar, mas por sorte apesar de todos esses pontos eu ainda tenho a sorte de ser surpreendida. Como não lembrar quando visitei a Torre Eiffel, e apesar de toda publicidade em torno, milhares de turistas e trombadinhas eu ainda tenho na cabeça a imagem de quando a vi de dentro do metrô e só pensava em como imponente, mas a minha preferência ainda é visitar cidadezinhas que algumas vezes mesmo "construídas" são puro charme. Nelas os pequenos vasos de flores são acidentalmente colocados para combinar com as janelas e as vielas surpreendem os que  estão atentos ou até mesmo os distraídos. Sem falar nos cafés ou restaurante originais que resitem a abertura dos gigantes, e até aquele cafezinho para descansar e observar  vale cada centavo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Natal por aqui...

Natal sempre foi sinônimo de família, e eu acreditava que esse primeiro ano aqui na Irlanda longe da minha seria algo triste, mas ao contrário entrou para a memória. Por mais que a SAUDADE tenha apertado, eu tive a incrível oportunidade de participar de vários momentos mágicos aqui, e por isso resolvi escrever para deixar registrado.

Eu não sei se a razão é porque nos últimos anos estava vivendo essa época de forma automática, e quase tudo resumia em correria para fazer o que não foi feito durante o ano, consumismo, lojas lotadas, comilança, preparação psicológica para as perguntas das tias sobre namoro, etc. Claro que tinha o lado bom, como encontrar alguns amigos que pela correria do dia-a-dia era difícil, mas que o espírito natalino nos ajudava a deixar de lado o contato virtual para aquele encontrinho cheio de conversas regadas a nostalgia.

Não adianta, nunca escapo dessas perguntas. 


Aqui na Irlanda o espírito natalino chegou e com vários rituais diferentes do que temos no Brasil, e achei a atmosfera bem parecida com as propagandas da coca cola. Claro que parte do encanto é devido ao clima do país, já que uma lareira não combina com o verão brasileiro.

O clima de propaganda da Coca Cola. 


Dentre as várias tradições o que me chamou mais a atenção foram os “jumpers de Natal”. Podemos encontrar diversos modelos de “sweaters” com motivos natalinos que vão desde um simples Papai Noel estampado até com pisca-pisca, e ainda existem competições para escolher o mais criativo. Posso dizer que é engraçado chegar em um Pub e ver várias pessoas usando seus jumpers. Além disso, podemos encontrar arquinhos de Papai Noel ou das Renas que por falar nelas descobri que são 8, e a principal chama-se Rudolph. Os carros inclusive são enfeitados com adereços para representá-las. 

Os diversos modelos de jumpers. 


Rudolph sendo representado.

Eu não podia ficar sem meu jumper. Presente da minha família.


Outra tradição é de usarem árvores de natal natural, e é possível encontrar nessa época vários lugares que vendem as Xmas tree por aqui. Apesar de ser mais bonita eu não gostei muito da ideia de descartá-las depois do Natal (fiquei pensando no episódio de Friends onde a Phoebe sai para defender as árvores de serem incineradas... sorry amigos, eu sei que ultimamente estou muito entusiasmada com Friends).

Episódio do Friends! 


 Agora sou solidária a Phoebe.

A árvore da minha casa já com os presentes do generoso Santa.



As músicas de Natal também fazem partes das tradições (inclusive tive aulas sobre o tema e conheci algumas). Os lugares colocam o tempo inteiro as principais canções, e também é criada uma rádio de Natal. A mais famosinha aqui é “All I want for Christmas is you” (Mariah Carey), mas a minha preferida é Last Christmas (Wham). Esse ano o Michael Bublé incentivou e fez um concerto só com músicas de Natal.



Sobre as comidas, o que mais vi nos supermercados e escutei o pessoal comentar foi sobre as famosas tortinhas “mince pie” que são recheadas de frutas. No inicio achei meio sem gracinha, mas depois comi da maneira correta que é quentinha e com creme e acabei gostando. Como estou vivendo em uma mescla de cultura na minha nova casa tive um ceia no dia 24 com comida alemã porque o Pai é filho de alemão, e no dia 25 tive um jantar especial com a Louise (uma fofa), que me acolheu na Irlanda quando eu cheguei e o prato foi bem típico da Irlanda (legumes e peru).

Mince Pie

Minha descoberta. Mince Pie quentinha com creme. =) 

Almoço de Natal na Casa da Louise. 



Enfim, acho que apesar de todas essas novidades  na forma de celebrar essa época o que mais mexeu comigo foi estar perto das crianças que ainda acreditam em Papai Noel e que tem toda a expectativa do bom velhinho. Acompanhei desde o envio das cartas até a abertura dos presentes, e foi emocionante participar de cada momento e ver a felicidade delas ao ver tantos presentes.

Para o próximo Natal ainda não tenho ideia de onde vou estar, mas estou segura que esse Natal foi muito especial.


A lareira da minha nova casa.
Harvey curtindo a Lareira.

O Irlandês tradicionalmente valoriza muitos os cartões. Eles ficam expostos, e geralmente as papelarias vendem cartões das instituições de caridade. 

Essa "coisinha" é uma tradição na semana do Natal onde cada um segura em uma ponta para tentar arrebentar. Dentro podemos encontrar algum brinquedinho ou um papel com uma piada ou curiosidade

Casa da Louise
                                                                                                                         Happy Xmas!!!


terça-feira, 10 de novembro de 2015

E como vai o meu Ingles????

Hoje eu completo 6 meses na Irlanda, e resolvi fazer uma análise diferente desse tempo. Como o meu principal objetivo é melhorar o meu nível de inglês resolvi avaliar como foi a evolução nesse período. 

Na minha escola os níveis são divididos em Elementary, Intermediate e Advance. Dentro de cada um deles há outra divisão como, por exemplo, dentro do Elementary existem o A1 e A2.

Eu comecei o curso no A2, e em dois meses passei ao B1. A principal diferença que senti não foi no conteúdo em si, porque ainda estava aprendendo muito no A1, mas não conseguia desenvolver muito bem o Speaking já que a turma mudava muito.

Outro dia, eu estava revisando minhas anotações iniciais e deu para perceber o quanto evolui durante esse tempo. Eu cheguei com o nível quase zero, e ao contrário de muitos que acham que sabem Inglés e quando chegam aqui ficam surpresos, eu vim com a noção que eu começaria do zero e ainda contava com um certo bloqueio com a língua.  

Ainda lembro da primeira semana quando a mocinha do MCDonald's perguntou "eat here or take away". 




Apesar de estar um pouco frustrada em certos aspectos do intercâmbio, eu estou segura que esse tempo foi valido pelo simples fato de ter me ajudado a superar o "medo do Inglês". Olhando para lado "técnico" acho que esse período corresponde a cerca de 3 anos de cursinho no Brasil, e com a oportunidade de aprender de uma maneira mais pratica. 

O meu ouvido também esta muito mais acostumado, e já não e tão cansativo estar em contato com a língua, mas claro que ainda o nível de concentração nas conversas tem que ser alto.

A minhas maiores dificuldades ainda são: pronúncia (é tao frustrante quando sabemos a palavra, mas a pessoa não entende por causa da pronúncia), formulação das perguntas (por mais que eu saiba o quão importante é a formulação das perguntas, na hora de falar é aquele drama), e responder com frases mais completas (por mais que eu saiba que é necessário responder mais que um Yes ou Not ainda esquece de completar).

Se eu pudesse mudar alguma coisa no meu processo de aprendizado talvez fosse a minha persistência antes do intercâmbio. Apesar das pessoas criticarem o ensino de Inglês no Brasil (inclusive eu), com força de vontade podemos conseguir uma boa bagagem, principalmente gramática e vocabulário, e assim aproveitar o intercâmbio para  focar mais no Speaking, Listening e Pronúncia.

O mais importante para o meu aprendizado foi “aceitar” que o Inglês é diferente das “línguas românticas”. Isso implica que quando eu aprendo algo novo, obviamente eu preciso comparar com o meu idioma, mas certas coisas são bem diferentes eu simplesmente tento aprender como funciona no Inglês e pronto. Eu não posso ficar lamentando o fato de não seguir a mesma lógica da minha língua (Hello! Present Perfect).

Outro ponto importante é gastar o meu HD e meu esforço com coisas que sejam úteis. Às vezes olho no dicionário palavras que para mim não tem utilidade nem no Português, então qual vai ser a chance de usar isso em Inglês?

Enfim, estou felicíssima por ter completado esses 6 meses de curso, e agora começa uma 2º etapa porque decidi continuar estudando por mais 6 meses. Dessa vez com o desafio de conciliar com o trabalho de au pair porque em duas semanas começo a cuidar meio período das crianças, além de passar a viver com a família. =)