quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Recomendações...

Aula de hoje....


Hi Dear,

Alice is one of my best friends, so of course I know her very well. She's 24 and she's finished Comunication at University and Master`s degree in Risks Control, she has worked in a Advertising Agency for 1 year, but I`m sure that she would like to change her job. She lives in Buenos Aires, but her parents live in Rio de Janeiro, she doesn't have brothers or sisters, she lost her brother few years ago.

Alice's a very intelligent and creative girl and I really admire her heart because she's very kind and she values people close to her. She likes to amaze her friends with small gestures.

In her free time she likes watching movies, walking around the city and she's also very good writer and she has a blog "Alicescreve".

The only problem with Alice is that she's incredibly mean. You can`t imagine the things that she does to save money. Also, to be honest She's a bit hectic and she tries to do everything at the same time.

Love,

Theresa





quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Meu mundinho...

Às vezes penso em tudo o que implica uma mudança seja de cidade, estado ou país ou qualquer situação que te faça sair da zona de conforto. Sinceramente é difícil descrever tudo o que se poder aprender, e quando penso no que vivi e aprendi desde o dia que eu entrei naquele avião sozinha três anos atrás passa um filme na cabeça. Para não esquecer o quanto amadureci costumo fazer listas, elencar o que foi mais difícil, o que aprendi e também o que tiver que superar. 

Acho que tive sorte pelo fato da minha primeira mudança ter sido para "perto de casa". Esse perto de casa significava que com muita vontade e promoções de passagens eu estaria em casa em 12 horas, mas o mais importante foi porque permitiu uma adaptação gradual, e quando sentia falta de algo pensava que em breve estaria de volta a BH.

Perto ou longe, a saudade é inevitável, a saudades dos amigos, da família, dos almoços de domingo na casa da avó, da comida, do clima e de todas aquelas coisas automáticas que fazemos e só nos damos conta o quanto é importante quando não temos mais, mas eu tinha uma Grande estratégia que era não sofrer com a “falta” e sim valorizar e olhar para o “novo”. 

Meu desejo (e necessidade também) sempre foi aprender outro idioma (obvio que inglês), mas tive a grande oportunidade de mudar para a Argentina, morar sozinha, aprender “Castellano” e trabalhar em uma nova função. Naquele momento a minha maior vontade era um desafio que fosse maior que as montanhas de Minas eu aceitei sem duvidar que eu me adaptaria. 

Vivi esses quase três anos em Buenos Aires com a sensação de que era uma Argentina a mais, lutando diariamente para me integrar ao grupo, seja no trabalho, na faculdade, nos hábitos, e acho que cumprir perfeitamente o que me propus. Chegou um momento que percebi que precisaria de mais um desafio, e dessa vez o que era mais importante era tentar evoluir com o inglês (meu pesadelo desde o colégio). Bom e agora estou aqui estudando inglês e em um ritmo de vida muito diferente do que estava acostumada.

Com poucos meses na Irlanda, e sem saber se sinto falta de BH ou BsAs, percebo que estou sem lugar pra chamar de casa ou pra dizer que tenho saudade. Me pergunto qual seria o meu "lugar", e descubro que depois de viver  na Argentina, viajar com mais frequência, conhecer lugares, pessoas, culturas e hábitos diferentes eu gostaria de ter a chance de poder juntar o melhor de cada um e criar “o meu mundinho perfeito”. 

Nele eu colocaria as mais lindas paisagens, o melhor clima, as pessoas mais legais e especiais, os melhores hábitos, as comidas mais gostosas, e até criaria um idioma novo. Ele teria as flores da Irlanda, os jacarandás com as flores roxas de Buenos Aires e os o Ypes de diversas cores que temos no Brasil. O clima eu selecionaria um verão de muito sol, outono com muitas árvores de folhas amarelas e um inverno não tão rigoroso, teria um friozinho pra criar uma atmosfera para um café quentinho ou para ficar em casa assistindo filme o domingo todo.

Eu desejo que ele tenha os cafés fofos de Buenos Aires, os Bares de BH, parques lindos (Buenos Aires e Irlanda disputaria) e a segurança da Irlanda. As pessoas seriam uma mistura interessante porque seriam educadas como os irlandeses, teria amabilidade do brasileiro (especifico o mineiro) e valorizaria a vida como um argentino. 

Difícil decidir entre a comida do Brasil ou Argentina porque acho que nos brasileiros temos muita variedade, mas misturamos demais. Isso me dá a sensação de não degustamos muito bem cada alimento. Na Argentina acontece o contrário porque os prantos são simples e às vezes falta um pouquinho de variedade. Excelente oportunidade para criar um cardápio novo. O que tenho certeza é que não poderia faltar crepe de doce de leite, brigadeiro e chocotorta.  Da Irlanda não aproveitaria muito os hábitos alimentares, realmente a alimentação deles é um capitulo a parte, talvez colocasse os “Berrys”.  

O idioma também seria, pode parecer engraçado, adaptado. Certas palavras ou expressões em “Castellano” me dão a sensação de que me expresso melhor. Um exemplo: "boludo". Quando uso essa palavra para chamar alguém de idiota, tonto ou bobo sinto que realmente estou xingando, mas não estou sendo agressiva, e ela é tão curinga que posso cumprimentar um amigo "che, boludo", ou até se punir "ai, que boluda". Alguém me conta que “fulano” vacilou e eu digo "mas que tarado" com o sentimento de que ele está devidamente insultado. Ainda não tenho palavras em Inglês, mas tenho certeza que em breve vou agregar algumas na minha pequena lista.


Tenho vários detalhes para agregar no meu mundinho perfeito e continuo querendo novas ideias. Sei que ele só existe na minha cabeça, mas engana-se quem pensa que fico triste por isso. Já me contento em saber que em algum lugar do mundo real as coisas que eu admiro existem ou acontecem.