sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Colecionadora de memórias! ❤

No dia que ela veio trouxe todos os questionamentos sobre o que tinha sido feito daqueles anos.... 

Ainda não se sabe se o vazio era real ou se porque a única certeza era que em algum momento seria necessário justificar para o público o fato do script não ter sido seguido.

Para surpresa o lugar onde estava todos os registros desapareceu e veio toda a tensão para recuperar-lo.

Felizmente ele apareceu e junto com ele varias memórias. Naquele momento em que cumpria a promessa de ter-las a salvo veio a confirmação que aqueles anos haviam sido um puto investimento, daqueles que ninguém pode roubar.  

Ver o por-do-sol em Montevidéu depois de comer o melhor assado do mundo, os carnavais em Diamantina, as viagens de Capitólio, as noites de sextas e sábados com as meninas, os passeios com Betinho pela Patagônia, a oportunidade de conhecer o mar, a mamãe viajando, poder mostra-la tudo que sabia que ela amaria, momentos com a família, a formatura dos sonhos, flanar em Buenos Aires, estudar inglês na Irlanda, passear por Paris... 

Milhares de momentos que preencheram o vazio e que não poderiam ser substituidos por nada.

Quanto a discurso, esse não está pronto, mas a vontade de continuar colecionando memorias... essa permanece.

domingo, 21 de agosto de 2016

2016

Ando perdida entre tantos livros, filmes, musicas que decidi criar essa lista e ir acrescentando o que mais gostar... 


  • Books:
- Pergunte ao Po - John Fante
- O amor segundo Buenos Aires (Fernando Scheller)
- Watermelon (Marian Keyes)
- Ferias (Marian Keyes)
- Ser feliz era esto (Eduardo Sacheri)
- Angels - Marian Keyes



  • Movies/TV Series

- Brooklyn
- Me before you
- Downtown Abbey
- All Good Things
- Un cuento chino
- Julieta


  • Songs

- Dani Martin - o tema das minhas férias em Malaga
- I will wait (Mumford and Sons) - Ireland
- Galway Girl - A canção de todos os Pubs

terça-feira, 7 de junho de 2016

Originalidade

Não que eu tenha viajando o mundo, não que me falte vontade, mas ainda preciso de mais tempo e dinheiro. Só que nos ultimos meses  aumentei o número de carimbos no passaporte (viva as empresas Low Cost) e com essas experiências eu percebi que muitas vezes é difícil fugir do óbvio e fazer de cada viagem algo original.

O que isso significa??? Acredito que muitas vezes o que realmente muda são os pontos turísticos, seja na  Torre Eiffel ou naquela cidadezinha medieval o que mais encontramos são vários turistas lutando por uma foto clichê, quase ninguém se dando ao trabalho de observar sem o auxílio das lentes das câmeras ou celular.

Depois de lutar para tirar aquela foto sem dezenas de turistas estranhos você decide fazer dar uma volta nos arredores e talzes sentar para observar os locais, mas fazer isso em algum café que não seja em Starbucks, Insônia ou Costa virou quase missão impossível. Não que eles não tenham seu valor, ainda mais quando eu preciso de Internet ou uma ida ao banheiro, e para quem é de Minas como eu sabe que esses cafés são quase uma atração a parte (que sorte temos que nos padarias com pão na chapa e pingado ainda resistem), mas encontrar qualquer lanchonete que mostre um pouquinho das tradições é uma tarefa cada dias mais complicada.

E a história não termina por ai por não posso esquecer dos restaurantes pega-turistas que com seus pratos típicos, que muitas vezes nem tão típicos assim, e além de tentar nos capturar na rua eles cobram preço de ouro, e quem me conhece sabe que nada me irrita mais do que pagar para comer e a ser comida ruim.

Esses pequenos detalhes que perseguem a vida qualquer um que decide fazer uma viagem me faz perceber que muitas vezes vemos "mais do mesmo", e consequentemente o interesse vai diminuindo e me pergunto o que vai chamar a minha atenção em um futuro muito próximo? Talvez a solução seja rever os tipos de viagens que devo encarar, mas por sorte apesar de todos esses pontos eu ainda tenho a sorte de ser surpreendida. Como não lembrar quando visitei a Torre Eiffel, e apesar de toda publicidade em torno, milhares de turistas e trombadinhas eu ainda tenho na cabeça a imagem de quando a vi de dentro do metrô e só pensava em como imponente, mas a minha preferência ainda é visitar cidadezinhas que algumas vezes mesmo "construídas" são puro charme. Nelas os pequenos vasos de flores são acidentalmente colocados para combinar com as janelas e as vielas surpreendem os que  estão atentos ou até mesmo os distraídos. Sem falar nos cafés ou restaurante originais que resitem a abertura dos gigantes, e até aquele cafezinho para descansar e observar  vale cada centavo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Natal por aqui...

Natal sempre foi sinônimo de família, e eu acreditava que esse primeiro ano aqui na Irlanda longe da minha seria algo triste, mas ao contrário entrou para a memória. Por mais que a SAUDADE tenha apertado, eu tive a incrível oportunidade de participar de vários momentos mágicos aqui, e por isso resolvi escrever para deixar registrado.

Eu não sei se a razão é porque nos últimos anos estava vivendo essa época de forma automática, e quase tudo resumia em correria para fazer o que não foi feito durante o ano, consumismo, lojas lotadas, comilança, preparação psicológica para as perguntas das tias sobre namoro, etc. Claro que tinha o lado bom, como encontrar alguns amigos que pela correria do dia-a-dia era difícil, mas que o espírito natalino nos ajudava a deixar de lado o contato virtual para aquele encontrinho cheio de conversas regadas a nostalgia.

Não adianta, nunca escapo dessas perguntas. 


Aqui na Irlanda o espírito natalino chegou e com vários rituais diferentes do que temos no Brasil, e achei a atmosfera bem parecida com as propagandas da coca cola. Claro que parte do encanto é devido ao clima do país, já que uma lareira não combina com o verão brasileiro.

O clima de propaganda da Coca Cola. 


Dentre as várias tradições o que me chamou mais a atenção foram os “jumpers de Natal”. Podemos encontrar diversos modelos de “sweaters” com motivos natalinos que vão desde um simples Papai Noel estampado até com pisca-pisca, e ainda existem competições para escolher o mais criativo. Posso dizer que é engraçado chegar em um Pub e ver várias pessoas usando seus jumpers. Além disso, podemos encontrar arquinhos de Papai Noel ou das Renas que por falar nelas descobri que são 8, e a principal chama-se Rudolph. Os carros inclusive são enfeitados com adereços para representá-las. 

Os diversos modelos de jumpers. 


Rudolph sendo representado.

Eu não podia ficar sem meu jumper. Presente da minha família.


Outra tradição é de usarem árvores de natal natural, e é possível encontrar nessa época vários lugares que vendem as Xmas tree por aqui. Apesar de ser mais bonita eu não gostei muito da ideia de descartá-las depois do Natal (fiquei pensando no episódio de Friends onde a Phoebe sai para defender as árvores de serem incineradas... sorry amigos, eu sei que ultimamente estou muito entusiasmada com Friends).

Episódio do Friends! 


 Agora sou solidária a Phoebe.

A árvore da minha casa já com os presentes do generoso Santa.



As músicas de Natal também fazem partes das tradições (inclusive tive aulas sobre o tema e conheci algumas). Os lugares colocam o tempo inteiro as principais canções, e também é criada uma rádio de Natal. A mais famosinha aqui é “All I want for Christmas is you” (Mariah Carey), mas a minha preferida é Last Christmas (Wham). Esse ano o Michael Bublé incentivou e fez um concerto só com músicas de Natal.



Sobre as comidas, o que mais vi nos supermercados e escutei o pessoal comentar foi sobre as famosas tortinhas “mince pie” que são recheadas de frutas. No inicio achei meio sem gracinha, mas depois comi da maneira correta que é quentinha e com creme e acabei gostando. Como estou vivendo em uma mescla de cultura na minha nova casa tive um ceia no dia 24 com comida alemã porque o Pai é filho de alemão, e no dia 25 tive um jantar especial com a Louise (uma fofa), que me acolheu na Irlanda quando eu cheguei e o prato foi bem típico da Irlanda (legumes e peru).

Mince Pie

Minha descoberta. Mince Pie quentinha com creme. =) 

Almoço de Natal na Casa da Louise. 



Enfim, acho que apesar de todas essas novidades  na forma de celebrar essa época o que mais mexeu comigo foi estar perto das crianças que ainda acreditam em Papai Noel e que tem toda a expectativa do bom velhinho. Acompanhei desde o envio das cartas até a abertura dos presentes, e foi emocionante participar de cada momento e ver a felicidade delas ao ver tantos presentes.

Para o próximo Natal ainda não tenho ideia de onde vou estar, mas estou segura que esse Natal foi muito especial.


A lareira da minha nova casa.
Harvey curtindo a Lareira.

O Irlandês tradicionalmente valoriza muitos os cartões. Eles ficam expostos, e geralmente as papelarias vendem cartões das instituições de caridade. 

Essa "coisinha" é uma tradição na semana do Natal onde cada um segura em uma ponta para tentar arrebentar. Dentro podemos encontrar algum brinquedinho ou um papel com uma piada ou curiosidade

Casa da Louise
                                                                                                                         Happy Xmas!!!