quarta-feira, 24 de junho de 2015

Belfast - Irlanda do Norte

Na semana passada eu acabei conhecendo a Irlanda do Norte por causa de um “pequeno erro”. Eu e alguns colegas resolvemos de última hora conhecer os “Cliffs of Moher”, e no sábado meu colega foi ao centro de Dublin comprar um pacote que nos indicaram porque o lugar é afastado.

Saímos no domingo bem cedo para o ponto de encontro no centro de Dublin. Quando estávamos no caminho à guia começou a falar sobre BELFAST. Isso porque nos entregamos o ticket com o nome correto e o guia não teve o cuidado de revisar. Por sorte um minuto antes de entrar eu tirei uma foto do ticket para poder ter o endereço da agência, e tivemos como provar.

Na mesma hora meu colega foi na hora falar com a pessoa que recebeu o ticket, e ele disse que não podia fazer nada e que o ônibus era para Belfast, e como discutir nessa hora com o inglês básico e a pessoa conversando perto do microfone do ônibus.

Eu nesse momento fiquei inquieta, primeiro porque 35 euros não é um passeio barato e segundo porque eu poderia já ter visitado Belfast (por sorte não). Como havia uma parada logo no inicio da viagem eu resolvi falar com ele (estava inconformada) porque também tinha a questão do documento (eu não estava com meu passaporte) e a moeda porque lá é Libra.

Resumindo ele disse que a mulher da agência equivocou porque os passeios aos Cliffs acontecem no sábado, e no prometeu um desconto na próxima viagem, e nos confirmou podíamos ir sem problema a Belfast e que não precisaríamos de documento.

Problema resolvido era hora de aproveitar a viagem.

Durante a viagem, que durou aproximadamente três horas, o que me chamou a atenção foi que “A” motorista do ônibus era também a nossa guia (o que recolheu os tickets ficou na parada e seguimos com ela). Ela falou durante três horas sobre a Irlanda. Claro que nesse tempo cochilei (acordei as 04:30 para estar no centro ás 07:00) e todas as vezes que acordava estava ela falando. Isso confirmou a teoria que só uma mulher pode fazer duas coisas ao mesmo tempo.

Eu não consegui ver muito da paisagem na ida (realmente estava cansada) e só na primeira parada em “Causeway Coastal Route” que eu comecei a aproveitar. O lugar tem uma vista incrível, e a atração é uma caminhada até chegar e atravessar a ponte que por sinal balança muito e não consegui olhar para baixo.

Logo depois paramos em um restaurante para lanchar, e como bons estudantes o nosso lanche estava na mochila e não gastamos nada. 

A segunda parada foi no “Giant's Causeway” que é conhecida como a “calçada do Gigante” porque diz a lenda que foi construída por ele para ligar a Irlanda do Norte a Escócia. A vista é incrível, e esse é o tipo de lugar que você olha e de tão lindo se sente mais perto de Deus.

Saindo de lá passamos por uma antiga fabrica de whisky e fizemos degustação, mas foi algo bem rápido e não me chamou a atenção.

Chegamos na cidade por volta das 17:30 (por sorte é verão e o dia fica claro até as 11:00). Lá passamos pelo museu do Titanic, mas não tínhamos muito tempo e só paramos para fotos externas. Mesmo que tivesse tempo acredito que não entraria porque além de ser bem caro não gosto tanto assim da historia. 

A última parada no centro da cidade só deu tempo para comprar uns postais para a coleção e ver o City Hall.  Na frente tinha o carro do filme de Volta para o futuro, mas não tínhamos tempo para tirar fotos. 

Causeway Coastal Route - Meus colegas da Escola de Inglês. Jacopo, Julia, Lui e Leo.

Causeway Coastal Route

Causeway Coastal Route

Causeway Coastal Route

Causeway Coastal Route - A Ponte

Causeway Coastal Route

Giant's Causeway

Giant's Causeway

Giant's Causeway

Giant's Causeway

Giant's Causeway

Giant's Causeway

Giant's Causeway

Giant's Causeway

Giant's Causeway

Famoso Museu

City Hall

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Primeiro Mês de Intercâmbio

Hoje completo um mês de intercambio na Irlanda J, e aproveito para fazer um balanço das primeiras semanas.

Sinceramente, pensei que seria mais difícil acostumar com a ideia de somente estudar depois de trabalhar pelo menos 8 horas por dia por 10 anos. Desde quando comecei a trabalhar os estudos passaram a ser segundo plano, não que eu não me dedicasse (terminei e a faculdade e fiz uma pós), mas eu me organizava para estudar no meu tempo livre (no caminho para o trabalho, na hora do almoço, quando tinha um tempinho entre alguma atividade ou outra). Nessa etapa nova etapa o único compromisso é ir à aula por 3 horas. Antes me parecia que teria muito tempo para ficar entediada, mas a realidade, por sorte, está sendo muito diferente. Estou tentando desenvolver uma rotina porque sei que quando há tempo livre tenho a tendência de empurrar as coisas ao máximo. 

Os horários das aulas são intercalados durante a semana (Zig/Zag), e isso significa que durante três dias tenho aula a tarde e dois dias pela manha. Eu gostei desse esquema, apesar de não ajudar se a ideia é arrumar um emprego, porque ele me ajuda a fazer os meus dias diferentes. O que realmente não me agradou foi à mudança na hora de inicio das aulas à tarde por causa das normas da imigração. Nas duas primeiras semanas as aulas da tarde começavam as 14:45 e agora passou para 12:45 e isso significa acordar e me organizar para sair, isso porque ando 40 minutos para chegar na escola.

Nesse primeiro mês fui do céu ao inferno algumas vezes, o que é comum se tratando de mudança. Não tenho duvidas que a experiência de vida na Argentina esteja sendo fundamental nesse processo porque o desafio acaba sendo do idioma. A saudade de casa, da família, dos amigos, da comida, acostumar com outros hábitos eu "tiro de letra" porque já são três anos longe de BH, e quando o desespero chega me lembro de como foi o inicio lá e todos os desafios que tive que superar, e acabo tendo mais segurança.

Quando decidi que ia fazer um intercambio tive que pesquisar bastante para decidir onde, sabia que na Irlanda tinha muitos brasileiros e pensei em ir para o interior. Na época um amigo estava aqui e perguntei o que ele achava sobre a ideia de ir para outra cidade e ele me disse que não deveria ir para o interior porque na Capital o sotaque já é diferente e lá era ainda mais carregado. Ele sugeriu que eu viesse pra mesma escola que ele, ela estava em uma região mais afastada, e não tinha muitos brasileiros.

A sugestão foi aceita e estou aqui em Dun Laoghaire, na época não olhei bem sobre essa "região" e agora estou apaixonada. É uma cidadezinha que fica cerca de 12 km de Dublin, tem apenas duas escolas de idiomas e um centro comercial. Aqui existe aquele “climinha” de interior. Um bar que é o ponto dos estudantes por causa do preço, um PUB pra quem não foge do tradicional. Quando preciso ir ao centro de Dublin é bem fácil porque tenho a opção de ir de ônibus ou trem e em pouco tempo estou lá. 

Bem, falando de centro não gostei do clima porque é aquela confusão típica e estrangeiros (muitosss brasileiros). A sorte que estou conseguindo fazer minha vida aqui em Dun Laoghaire e não preciso ir com frequência pra lá.

Sobre a minha escola, não poderia ter feito uma melhor escolha (obrigada Henrique). O clima é ótimo, os professores fantásticos, e tenho a possibilidade de conviver com gente de vários países, e como todos estão na mesma onda fica mais fácil até para ir a um café depois da aula porque não há muita frescura ou desculpa. A única condição é que seja barato porque somos todos estudantes e precisamos economizar sem deixar de fazer o social. 

Na próxima semana me mudo para uma casa que está próxima a minha família atual. Consegui um quarto através de um aplicativo de aluguel. Esse mês na casa da Louise foi legal porque ela é muito atenciosa e preocupada, e descobri que gosto de cachorro. Um dos trabalhos dela e cuidar de cachorro enquanto os donos viajam e às vezes vem 4 cachorros e me acostumei a ter a companhia deles.

Check-list das conquistas: 

ü  Abri minha conta bancária para depositar o dinheiro exigido pelo Governo Irlandês para tirar o visto. 
ü  Tirei meu visto de 1 ano (GNIB).
ü  Consegui uma nova casa em Dun Laoghaire. 

Ainda não consegui conhecer muita coisa na Irlanda, e estou focada nos passeios mais pertos que não gaste muito dinheiro. Durante a semana fica impossível conhecer por causa dos horários das aulas, mas nos fins de semana sempre tento ir a algum lugar diferente e também aproveito os passeios oferecidos pela escola.      

Esses são alguns lugares que visitei no último mês. As fotos não estão tão boas porque foram tiradas com meu celular.
                                                                                                  
City Center
City Center
Dublinia
Trinity College
The Temple Bar
The Temple Bar - Região
Guinness Storehouse
Saint Patrick's Cathedral
Saint Patrick's Cathedral
Powerscourt - Japanese Gardens
Powerscourt Gardens
Dun Laoghaire Pier
Dun Laoghaire
Malahide Castle and Gardens
Irish Breakfast
Phoenix Park
Phoenix Park

domingo, 17 de maio de 2015

Dublin - Primeiras Impressões

Completei uma semana em Dublin. Apesar de ter sido corrida com a adaptação aos horários das aulas e coisas burocráticas para resolver, deu para tirar as impressões do país.

- A cidade é linda, parece coisa de filme. Aquela casinha fofa sem muro, com carro na garagem e um jardim fofo; 

- Em uma rua todas as casas são iguais e muitas vezes a única coisa que muda são as cores das portas;

- A mão inglesa é perigosa para quem não conhece. Quase fui atropelada;

- Meu inglês é muito básico, e preciso dedicar bastante;

- Os irlandeses são bem amáveis;

- O tempo aqui é muito louco. A média de temperatura nessa semana foi 13 graus, e em 20 minutos pode chover muito e depois vem aquele sol maravilhoso que não esquenta.

- O transporte público funciona, tem um excelente aplicativo (Dublin Bus), os pontos de ônibus tem marcador de tempo, no ônibus tem Wi Fi Free, mas achei o valor da passagem salgado $2,60 (euros).

- Muita gente pede dinheiro na rua, na região que estou pedem para campanhas e no centro para sobreviver.

- O euro é perigoso porque vc associa o preço ao real, mas quando converte vem surpresinhas.

- O centro é igual a todo centro, muita gente  e confusão.

- O Ronaldinho fez o Galo ficar conhecido mundialmente;













quinta-feira, 16 de abril de 2015

Hasta Pronto!!!


Ontem foi despedida no trabalho (muito chorooo) e depois de quase 3 anos é hora de dizer "Hasta Pronto" Argentina. 

Fico agradecida pela oportunidade, pelas pessoas conheci, a família que ganhei...  

Posso dizer que foram três anos de superações. Superei a barreira do idioma, a cultura, a distância da família e dos amigos... 

E que venha o próximo desafio porque sigo embondando!!! 







segunda-feira, 13 de abril de 2015

Memórias!!!

Venho fazendo um balanço nas ultimas semanas sobre os quase 3 anos vivendo na Argentina. Tento enumerar os principais momentos, situações, etapas e tenho uma estranha sensação de que aos poucos vou esquecendo, e não que queira ficar revivendo esse tempo somente quero ter recordações.  

Pensei que o blog poderia ser esse espaço para memórias, e aproveitando essa mudança vou começar a registrar, recordar e projetar coisas que ache importante.

Quero ter a mesma sensação de quando encontro velhas agendas, e penso: nada melhor que o tempo para dar um jeitinho na nossa vida porque aquilo que pensávamos que era um elefante é uma formiguinha perto do que passaríamos depois ou simplesmente entendemos porque tínhamos que passar por certa situação.

Quero ter mesmo gostinho de quando encontro um email que troquei com velhos amigos que me fazem recordar aquela época do estágio, do antigo trabalho, da faculdade, do colégio, das férias, do Grupo de Jovens, da Crisma, Carnavais...

Quero sentir aquela vergonhazinha vendo algum “post” antigo no facebook que me faz sentir que amadureci. 

Quero ter a oportunidade de recordar. As agendas não são as mesmas (agora estão contas do mês, os compromissos, as metas), os emais vão sendo arquivados, as postagens no facebook diminuem e com esse espaço vou registrando memórias. 

                              
“Me pasaron tantas cosas 
y no me acuerdo de nada 
solo del viento y tus ojos 
de llorar a carcajadas” (NTVG)