terça-feira, 10 de novembro de 2015

E como vai o meu Ingles????

Hoje eu completo 6 meses na Irlanda, e resolvi fazer uma análise diferente desse tempo. Como o meu principal objetivo é melhorar o meu nível de inglês resolvi avaliar como foi a evolução nesse período. 

Na minha escola os níveis são divididos em Elementary, Intermediate e Advance. Dentro de cada um deles há outra divisão como, por exemplo, dentro do Elementary existem o A1 e A2.

Eu comecei o curso no A2, e em dois meses passei ao B1. A principal diferença que senti não foi no conteúdo em si, porque ainda estava aprendendo muito no A1, mas não conseguia desenvolver muito bem o Speaking já que a turma mudava muito.

Outro dia, eu estava revisando minhas anotações iniciais e deu para perceber o quanto evolui durante esse tempo. Eu cheguei com o nível quase zero, e ao contrário de muitos que acham que sabem Inglés e quando chegam aqui ficam surpresos, eu vim com a noção que eu começaria do zero e ainda contava com um certo bloqueio com a língua.  

Ainda lembro da primeira semana quando a mocinha do MCDonald's perguntou "eat here or take away". 




Apesar de estar um pouco frustrada em certos aspectos do intercâmbio, eu estou segura que esse tempo foi valido pelo simples fato de ter me ajudado a superar o "medo do Inglês". Olhando para lado "técnico" acho que esse período corresponde a cerca de 3 anos de cursinho no Brasil, e com a oportunidade de aprender de uma maneira mais pratica. 

O meu ouvido também esta muito mais acostumado, e já não e tão cansativo estar em contato com a língua, mas claro que ainda o nível de concentração nas conversas tem que ser alto.

A minhas maiores dificuldades ainda são: pronúncia (é tao frustrante quando sabemos a palavra, mas a pessoa não entende por causa da pronúncia), formulação das perguntas (por mais que eu saiba o quão importante é a formulação das perguntas, na hora de falar é aquele drama), e responder com frases mais completas (por mais que eu saiba que é necessário responder mais que um Yes ou Not ainda esquece de completar).

Se eu pudesse mudar alguma coisa no meu processo de aprendizado talvez fosse a minha persistência antes do intercâmbio. Apesar das pessoas criticarem o ensino de Inglês no Brasil (inclusive eu), com força de vontade podemos conseguir uma boa bagagem, principalmente gramática e vocabulário, e assim aproveitar o intercâmbio para  focar mais no Speaking, Listening e Pronúncia.

O mais importante para o meu aprendizado foi “aceitar” que o Inglês é diferente das “línguas românticas”. Isso implica que quando eu aprendo algo novo, obviamente eu preciso comparar com o meu idioma, mas certas coisas são bem diferentes eu simplesmente tento aprender como funciona no Inglês e pronto. Eu não posso ficar lamentando o fato de não seguir a mesma lógica da minha língua (Hello! Present Perfect).

Outro ponto importante é gastar o meu HD e meu esforço com coisas que sejam úteis. Às vezes olho no dicionário palavras que para mim não tem utilidade nem no Português, então qual vai ser a chance de usar isso em Inglês?

Enfim, estou felicíssima por ter completado esses 6 meses de curso, e agora começa uma 2º etapa porque decidi continuar estudando por mais 6 meses. Dessa vez com o desafio de conciliar com o trabalho de au pair porque em duas semanas começo a cuidar meio período das crianças, além de passar a viver com a família. =)


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Simpatia vs Empatia

Vivemos em um mundo que escutamos para responder e não para compreender e por isso desde que me apresentaram esse video reflito sobre isso....



sábado, 17 de outubro de 2015

Lembranças...

Nas minhas lembranças ele chega com o saquinho "da venda" cheio de bala Santa Rita. Ele aproveita para andar de ônibus porque maiores de 60 anos não pagam passagem. Ele manda o Celinho ter cuidado com a gente quando estamos andando a cavalo. Ele finge que o cabelo pretinho é natural, e as vezes toma uma pinguinha escondido antes do almoço para abrir o apetite. Ele é conhecido por divertir as pessoas nos velórios, e nos dá sermão se não beijarmos a mão dele quando pedidos "bença vó". Essa é a minha melhor e eterna lembrança.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Recomendações...

Aula de hoje....


Hi Dear,

Alice is one of my best friends, so of course I know her very well. She's 24 and she's finished Comunication at University and Master`s degree in Risks Control, she has worked in a Advertising Agency for 1 year, but I`m sure that she would like to change her job. She lives in Buenos Aires, but her parents live in Rio de Janeiro, she doesn't have brothers or sisters, she lost her brother few years ago.

Alice's a very intelligent and creative girl and I really admire her heart because she's very kind and she values people close to her. She likes to amaze her friends with small gestures.

In her free time she likes watching movies, walking around the city and she's also very good writer and she has a blog "Alicescreve".

The only problem with Alice is that she's incredibly mean. You can`t imagine the things that she does to save money. Also, to be honest She's a bit hectic and she tries to do everything at the same time.

Love,

Theresa





quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Meu mundinho...

Às vezes penso em tudo o que implica uma mudança seja de cidade, estado ou país ou qualquer situação que te faça sair da zona de conforto. Sinceramente é difícil descrever tudo o que se poder aprender, e quando penso no que vivi e aprendi desde o dia que eu entrei naquele avião sozinha três anos atrás passa um filme na cabeça. Para não esquecer o quanto amadureci costumo fazer listas, elencar o que foi mais difícil, o que aprendi e também o que tiver que superar. 

Acho que tive sorte pelo fato da minha primeira mudança ter sido para "perto de casa". Esse perto de casa significava que com muita vontade e promoções de passagens eu estaria em casa em 12 horas, mas o mais importante foi porque permitiu uma adaptação gradual, e quando sentia falta de algo pensava que em breve estaria de volta a BH.

Perto ou longe, a saudade é inevitável, a saudades dos amigos, da família, dos almoços de domingo na casa da avó, da comida, do clima e de todas aquelas coisas automáticas que fazemos e só nos damos conta o quanto é importante quando não temos mais, mas eu tinha uma Grande estratégia que era não sofrer com a “falta” e sim valorizar e olhar para o “novo”. 

Meu desejo (e necessidade também) sempre foi aprender outro idioma (obvio que inglês), mas tive a grande oportunidade de mudar para a Argentina, morar sozinha, aprender “Castellano” e trabalhar em uma nova função. Naquele momento a minha maior vontade era um desafio que fosse maior que as montanhas de Minas eu aceitei sem duvidar que eu me adaptaria. 

Vivi esses quase três anos em Buenos Aires com a sensação de que era uma Argentina a mais, lutando diariamente para me integrar ao grupo, seja no trabalho, na faculdade, nos hábitos, e acho que cumprir perfeitamente o que me propus. Chegou um momento que percebi que precisaria de mais um desafio, e dessa vez o que era mais importante era tentar evoluir com o inglês (meu pesadelo desde o colégio). Bom e agora estou aqui estudando inglês e em um ritmo de vida muito diferente do que estava acostumada.

Com poucos meses na Irlanda, e sem saber se sinto falta de BH ou BsAs, percebo que estou sem lugar pra chamar de casa ou pra dizer que tenho saudade. Me pergunto qual seria o meu "lugar", e descubro que depois de viver  na Argentina, viajar com mais frequência, conhecer lugares, pessoas, culturas e hábitos diferentes eu gostaria de ter a chance de poder juntar o melhor de cada um e criar “o meu mundinho perfeito”. 

Nele eu colocaria as mais lindas paisagens, o melhor clima, as pessoas mais legais e especiais, os melhores hábitos, as comidas mais gostosas, e até criaria um idioma novo. Ele teria as flores da Irlanda, os jacarandás com as flores roxas de Buenos Aires e os o Ypes de diversas cores que temos no Brasil. O clima eu selecionaria um verão de muito sol, outono com muitas árvores de folhas amarelas e um inverno não tão rigoroso, teria um friozinho pra criar uma atmosfera para um café quentinho ou para ficar em casa assistindo filme o domingo todo.

Eu desejo que ele tenha os cafés fofos de Buenos Aires, os Bares de BH, parques lindos (Buenos Aires e Irlanda disputaria) e a segurança da Irlanda. As pessoas seriam uma mistura interessante porque seriam educadas como os irlandeses, teria amabilidade do brasileiro (especifico o mineiro) e valorizaria a vida como um argentino. 

Difícil decidir entre a comida do Brasil ou Argentina porque acho que nos brasileiros temos muita variedade, mas misturamos demais. Isso me dá a sensação de não degustamos muito bem cada alimento. Na Argentina acontece o contrário porque os prantos são simples e às vezes falta um pouquinho de variedade. Excelente oportunidade para criar um cardápio novo. O que tenho certeza é que não poderia faltar crepe de doce de leite, brigadeiro e chocotorta.  Da Irlanda não aproveitaria muito os hábitos alimentares, realmente a alimentação deles é um capitulo a parte, talvez colocasse os “Berrys”.  

O idioma também seria, pode parecer engraçado, adaptado. Certas palavras ou expressões em “Castellano” me dão a sensação de que me expresso melhor. Um exemplo: "boludo". Quando uso essa palavra para chamar alguém de idiota, tonto ou bobo sinto que realmente estou xingando, mas não estou sendo agressiva, e ela é tão curinga que posso cumprimentar um amigo "che, boludo", ou até se punir "ai, que boluda". Alguém me conta que “fulano” vacilou e eu digo "mas que tarado" com o sentimento de que ele está devidamente insultado. Ainda não tenho palavras em Inglês, mas tenho certeza que em breve vou agregar algumas na minha pequena lista.


Tenho vários detalhes para agregar no meu mundinho perfeito e continuo querendo novas ideias. Sei que ele só existe na minha cabeça, mas engana-se quem pensa que fico triste por isso. Já me contento em saber que em algum lugar do mundo real as coisas que eu admiro existem ou acontecem. 




quarta-feira, 29 de julho de 2015

Lembranças do intercâmbio

Quando olhamos para trás e vemos porque valeu a pena. 

O dia que provamos comida coreana e ganhei esse cartão da fofa da Megan. 


sexta-feira, 10 de julho de 2015

2 meses de Intercambio


O primeiro mes de intercambio passou voando e o segundo mês foi uma enternidade.

Acho que o primeiro tem toda a tensao de chegar, arrumar o visto e encontrar lugar para morar.

Resolvido todos os trâmites a vida começa a cair na rotina e não existe tanta preocupação.

Nesse segundo mês eu mudei para uma casa (sem cachorros) mais próxima a escola, é agora tenho a obrigação de cozinhar e lavar minhas roupas (acabou a mordomia). A vantagem é que posso preparar minha comida e tentar comer coisas mais saudáveis. A grande dificuldade com respeito a comida é o horário. Irlandês não almoça, ele come sanduíche e o jantar acaba sendo a principal refeição. Para quem o almoço foi sempre a refeição mais importante do dia é difícil acostumar.

Na Argentina o jantar é também a refeição principal, mas diferente de lá eu podia comer sem problemas no almoço porque tinha geladeira no trabalho para deixar minha comida, tinha uma hora de almoço e várias opções para comprar.

Aqui já é totalmente ao contrário. Não tenho geladeira para deixar a comida, não tenho 1 hora de intervalo e realmente comer fora aqui é bem caro. Resumindo, mudança total nos habitos alimentares. Breakfast caprichado, preparo um sanduiche básico para o intervalo e levo algumas frutas e tento preparar meu jantar mais saudavél porque ninguem merece ter problemas para dormir porque comeu algo pesado.

Outra mudança foi que passei para o curso intensivo, ou seja, tengo passo a ter 3 classes todos os dias e isso significa quase o dia todo na escola. Eu preferi porque quero mais contato com a lingua, além de aproveitar mais meu tempo aqui. Como o custo de vida aqui é bem alto prefiro aproveitar ao máximo esse tempo para estudar.

Com todas essas mudanças acabei não conhecendo muitas coisas nesses ultimos dias, mas preciso voltar a sair um pouco mais para conhecer o país.

No próximo mês viajo para o a Costa Oeste da Inglaterra e acho que vai ser ótimo para quebrar a rotina.